A BYD anunciou uma expansão ambiciosa de sua infraestrutura de carregamento no Reino Unido, revelando planos para implantar uma rede de carregadores ultrarrápidos de 1.500 kW sob a nova marca “Flash”. Nos próximos 12 meses, a empresa pretende instalar pelo menos 600 pontos de carregamento em todo o país, estabelecendo um novo padrão de velocidade no mercado britânico de veículos elétricos (EV).
Quebrando o gargalo de carregamento
A escala deste lançamento é impulsionada pelos avanços na tecnologia de baterias, liderados especificamente pelo próximo Denza Z9 GT. Este modelo de alto desempenho possui uma bateria de 123 kWh capaz de carregar de 10% a 70% em apenas cinco minutos.
Para apoiar um consumo tão rápido de energia, a infra-estrutura deve ir além dos padrões actuais da indústria. Embora a maioria dos carregadores rápidos operem entre 50kW e 150kW, a capacidade de 1500kW da BYD representa um enorme salto em frente, com o objetivo de tornar o “reabastecimento” de um VE tão rápido quanto uma tradicional parada de gasolina.
Implementação Estratégica e Acessibilidade
Em vez de construir um ecossistema totalmente fechado, a BYD está a adoptar uma abordagem colaborativa para a entrada no mercado:
- Compatibilidade universal: Os carregadores usarão a infraestrutura CCS2 padrão, o que significa que estão abertos a todos os fabricantes de veículos, não apenas aos proprietários de BYD.
- Modelo de parceria: Em vez de adquirir novos terrenos, a BYD está negociando com os provedores de cobrança existentes para instalar essas unidades de alta velocidade em locais estabelecidos.
- Priorização Estratégica: A empresa pretende concentrar as instalações iniciais em locais de alto tráfego para maximizar a utilidade.
- Branding: Embora os carregadores levem a marca “Denza” nas concessionárias oficiais, eles serão comercializados globalmente sob o nome “Flash” para enfatizar a tecnologia e não o fabricante.
Estabilidade e Sustentabilidade da Rede
Uma preocupação comum com o carregamento ultrarrápido é o enorme consumo instantâneo da rede elétrica. Para mitigar esta situação, a BYD declarou que as suas estações não colocarão pressão indevida na Rede Nacional. O plano envolve o uso de baterias no local — que podem ser reabastecidas por meio de painéis solares — para amortecer o fornecimento de energia e fornecer o pico necessário para carregamento ultrarrápido sem desestabilizar as redes locais.
O “enigma do carregamento”: velocidade versus eficiência
A introdução desta tecnologia de alta velocidade cria um desafio operacional único: como evitar que veículos com carregamento mais lento ocupem os compartimentos mais avançados.
Diego Pareschi, diretor de carregamento de veículos elétricos da BYD, observou que a empresa está explorando maneiras de desincentivar o carregamento lento nessas estações premium. As possíveis soluções atualmente em discussão incluem:
– Implementação de limites de tempo nas sessões de cobrança.
– Aplicação de penalidades financeiras para veículos que ocupam carregadores ultrarrápidos e consomem baixos níveis de energia.
Entrada no mercado e incentivos
O lançamento desta rede coincide com a chegada do Denza Z9 GT ao Reino Unido, que deverá ser vendido a partir de aproximadamente £100.000.
Para incentivar a adoção antecipada, a BYD está oferecendo um “Flash Pass” — proporcionando à primeira leva de clientes do Z9 GT 18 meses de cobrança gratuita nessas novas estações. As entregas estão previstas para começar neste outono, após a nomeação dos revendedores do Reino Unido no final deste verão.
Conclusão
A decisão da BYD de implantar carregadores de 1.500 kW sinaliza uma mudança na indústria de veículos elétricos, do foco na capacidade da bateria para o foco na velocidade de carregamento. Ao integrar energia solar e buffer de bateria, a empresa pretende provar que o carregamento ultrarrápido pode ser sustentável e compatível com as infraestruturas energéticas nacionais existentes.




























